Aquiles é tomado por um arrepio ao reviver, em sonho, o dilema que o acompanha desde a juventude. Sua mãe, a deusa Tétis, havia lhe oferecido duas escolhas: lutar em Troia ao lado dos gregos, alcançar glória eterna e morrer jovem, ou permanecer longe da guerra, viver uma vida longa e tranquila, mas sem fama. Esse conflito interior retorna quando Ajax e Ulisses o procuram, enviados por Agamêmnon, que pede seu retorno ao combate, promete devolver Briseida e oferecer ricos presentes. Aquiles, porém, mantém sua decisão: não voltará a lutar por Agamêmnon e aconselha seus companheiros a abandonarem a guerra, lembrando que sua presença ali sempre foi fruto de escolha pessoal, não de dever.
A recusa de Aquiles causa desânimo entre os gregos. Ulisses compreende que, sem o maior guerreiro, a guerra pode estar perdida. Do lado troiano, o rei Príamo e seus generais se animam, acreditando que a vitória está próxima. As perdas gregas se acumulam, o muro que protege os navios é ameaçado, e os troianos avançam com força. Heitor, no entanto, percebe que Troia ainda está em posição frágil, pois Atena continua favorecendo os gregos. Ele propõe que a deusa seja honrada em Troia, mas Príamo rejeita a ideia, temendo ofender os deuses já protetores da cidade.
Seguindo a vontade do pai, Heitor se prepara para o combate, mesmo pressentindo um destino sombrio. Ao lado de Eneias, lidera um novo ataque contra o acampamento grego. A batalha se intensifica, com os gregos recuando sob a pressão troiana. Aquiles, distante, ouve os ruídos do combate com indiferença, até ser informado de que Agamêmnon e Diomedes foram feridos. Ainda assim, ele permanece afastado, enquanto os troianos avançam com violência crescente.
No auge do confronto, Ulisses quase é morto, mas é salvo pela intervenção de Atena. Mesmo assim, os gregos sofrem grandes perdas, o caos domina o campo de batalha e uma brecha se abre na muralha que protege os navios. Mortos e feridos se espalham pelo solo, e o clamor da guerra parece alcançar o Olimpo. Hera observa, angustiada, a desvantagem dos gregos, enquanto Zeus permite que os troianos avancem, atendendo ao pedido de Tétis e mantendo um equilíbrio frágil entre os deuses.
Inconformada, Hera tenta mudar o rumo do conflito. Rival de Afrodite desde o julgamento de Páris, ela vê a guerra pender a favor dos troianos, protegidos pela deusa do amor. Para recuperar o favor de Zeus, Hera pede a Afrodite o empréstimo de sua famosa cintura mágica, símbolo de sedução irresistível. Afrodite aceita, satisfeita com sua vitória, e concede à rival o poder de despertar novamente o desejo de Zeus.
Hera seduz Zeus e, com a ajuda de Hipnos, o deus do sono, consegue fazê-lo adormecer profundamente. Aproveitando-se disso, ela convoca os deuses a socorrerem os gregos. Poseidon aceita intervir e, disfarçado do adivinho Calcas, encoraja Agamêmnon e seus homens a retomarem o combate, prometendo a queda de Troia. A presença de Poseidon muda o curso da batalha, e os gregos passam a avançar com força renovada.
Durante o confronto, Ajax enfrenta Heitor e o atinge gravemente com uma enorme pedra. Os troianos conseguem resgatar seu líder e levá-lo de volta à cidade, gravemente ferido. Nesse momento, Zeus desperta e percebe a interferência dos deuses. Furioso, ele expulsa Atena do campo de batalha e obriga Poseidon a se retirar. Ao observar a devastação em Troia e o estado crítico de Heitor, Zeus compreende que o destino do herói está selado, marcando mais um passo irreversível no trágico curso da Guerra de Troia.
