Uma imensa frota atravessa o Mar Egeu levando o maior exército já reunido pelos gregos. Reis e guerreiros lendários, como Aquiles, Ulisses, Agamenon, Menelau e Nestor, seguem rumo a Troia, a poderosa cidade de muros elevados governada por Príamo e defendida por seus filhos Heitor e Páris. O conflito que se anuncia é grandioso e tem origem em acontecimentos que envolvem não apenas homens, mas também os deuses do Olimpo.
Diante da aproximação da guerra, Zeus, soberano dos deuses, convoca as divindades para descobrir quem é o responsável por tamanha discórdia. Desejando a paz entre deuses e mortais, ele interroga cada um deles, mas encontra apenas silêncio. Até que Hera acusa Afrodite de ser a causa do conflito, acusação apoiada por outras deusas que invejam sua beleza e a culpam por espalhar paixões descontroladas.
A causa da guerra remonta ao episódio da maçã dourada lançada por Éris, a deusa da discórdia, durante uma festa divina. Com a inscrição “para a mais bela”, a maçã provocou a rivalidade entre Hera, Atena e Afrodite. Para evitar escolher entre elas, Zeus delegou a decisão a um mortal considerado justo e imparcial: Páris, príncipe de Troia.
Cada deusa tentou conquistar o julgamento de Páris oferecendo-lhe recompensas. Hera prometeu poder e reinos, Atena ofereceu glória e invencibilidade na guerra, e Afrodite garantiu o amor da mulher mais bela do mundo. Seduzido por essa última promessa, Páris entregou a maçã a Afrodite, despertando o ódio profundo de Hera e Atena.
Cumprindo sua promessa, Afrodite conduziu Páris até Esparta, onde ele foi recebido com hospitalidade pelo rei Menelau. Lá, Páris conheceu Helena, esposa do rei e considerada a mais bela das mortais. Enfeitiçados pela influência da deusa, Helena e Páris fugiram juntos para Troia, ignorando as consequências de seu ato.
Ao descobrir a fuga da esposa, Menelau sentiu-se profundamente humilhado e partiu para Micenas em busca de apoio de seu irmão Agamenon, o rei dos reis. Embora reconhecesse a gravidade da ofensa, Agamenon hesitou, pois Troia era uma cidade poderosa, rica e protegida por muralhas consideradas invencíveis, construídas pelos próprios deuses.
Mesmo assim, Hera e Atena, movidas pelo desejo de vingança, passaram a influenciar Agamenon. Disfarçada, Atena soprou palavras de ambição ao ouvido do rei, convencendo-o de que a conquista de Troia seria o auge de sua glória e a prova definitiva de seu poder sobre toda a Grécia.
Ao amanhecer, Agamenon tomou sua decisão: a afronta a Menelau seria vingada. Ele convocou todos os reis gregos para a guerra, reunindo uma força colossal destinada a destruir Troia e trazer Helena de volta. Assim começou a expedição que mudaria o destino de homens e deuses, marcada especialmente pela presença decisiva de dois heróis: Aquiles e Ulisses.


